300 DIAS NA ESTRADA: MITOS & LENDAS

Atualizado: Jun 25

Deixar os respectivos empregos, vender grande parte dos móveis, alugar a casa fixa, comprar e adaptar um carro para uma “longa” viagem pelo país.


“Baita loucura”

“Meu sonho”

“Que irresponsabilidade”

“Um plano fantástico”


Dificilmente atitudes como essas passam desapercebidas pelo olhar das pessoas que, prontamente, reagem com descrença, repúdio, preocupação, empolgação, apoio ou alegria.


Talvez tal reação se assemelhe com outras grandes mudanças no rumo da vida como a chegada de um filho ou a saída definitiva do país em que sempre viveu.


Fica realmente escancarado nos olhares e comentários a todo o momento que falamos sobre essa nossa nova vida na estrada. Sabíamos que seria assim, não imaginávamos nada diferente e realmente não vemos hoje mal nenhum nisso

Talvez, claro, seria incoerente acharem uma coisa e demonstrarem o oposto em nossa frente...


...mas isso é problema em muitas outras situações da vida.



Histórias sobre a vida na estrada chegam até nós há muitas e muitas décadas e de várias formas através de filmes, revistas, documentários, e recentemente de forma massiva pela internet, redes sociais e podcasts.


Todos esses conteúdos são naturalmente recortes selecionados de um contexto maior e o grande problema, em nossa opinião, é nos deixarmos levar totalmente por uma única narrativa

Christopher McCandless (protagonista do filme “Na natureza selvagem”), Peter Fonda (ator do filme “Sem destino”), o casal espírito livre de “Expedition happiness” ou os viajantes youtubers vivem realidades totalmente distintas: época, veículos, recursos, roteiros, orçamentos etc e, por isso, contam suas próprias experiências sobre o assunto.


São muito importantes naturalmente para pessoas que já estão buscando um novo estilo de vida e precisam de um “último empurrão” ou até mesmo uma boa dose de inspiração. Fundamentais também para um público que nem imagina existir essa forma de viver.