NOS OÁSIS DO SAARA MARANHENSE

Atualizado: Set 14

Chegamos no Maranhão após uma passagem rápida, porém muito marcante, pelo litoral do Piauí.


Desde a foz do Rio São Francisco, que divide os estados do Sergipe e Alagoas, estávamos dirigindo lado a lado com o Oceano Atlântico e sendo acompanhado por todo aquele vento que soprava principalmente no trecho da chamada Rota das emoções.


Muitos quilômetros inclusive haviam sido percorridos pela areia com pneus extremamente murchos (18 psi) e em velocidade constante para literalmente não “morrermos na praia”.

Em nosso roteiro pelo Brasil, os Lençóis Maranhenses eram o ponto mais ao norte que atingiríamos além da última parada antes de seguirmos rumo à Região Centro Oeste.



Um capítulo importante que intitulamos de “Curva do litoral nordestino” seria concluído naquelas famosas dunas do Parque Nacional.


Claro que estávamos extremamente ansiosos para encerrar em grande estilo essa etapa tão especial da viagem.


Antes de chegarmos em Barreirinhas/MA, que é a cidade mais utilizada como base para explorar os lençóis, dormimos uma noite em Tutóia/MA que abriga os chamados “pequenos lençóis”. Nossa primeira ideia era chegarmos até a Praia do Caburé de carro, já que o acesso pelo outro lado do Rio Preguiça demandaria um planejamento maior em função da dificuldade das trilhas e supostas restrições em alguns trechos.

Por força do destino, naquela mesma noite em que pernoitamos por Tutóia/MA também reencontramos dois viajantes que já haviam esmiuçado um plano de rota diretamente para a comunidade de Atins (vilarejo colado com o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses).


Durante o jantar (cachorro-quente com purê de batata) eles nos explicaram melhor o que haviam estudado até então e nos convenceram a embarcar juntos nessa aventura deixando o plano dos “pequenos lençóis” para trás.


Seria a primeira vez que teríamos companhia de outros veículos 4x4 e formaríamos uma espécie de “comboio” para realizar o percurso em segurança. Juntando os equipamentos de todos contávamos ali com uma prancha de desatolagem, guincho, pá, compressor, além do item mais fundamental de todos: a vontade de completar o trecho!



Saímos nas primeiras horas do dia em direção a Barreirinhas/MA onde pegaríamos uma pequena balsa até a trilha de acesso para a comunidade de Atins. O aplicativo Wikiloc seria o nosso GPS inteligente com as principais informações sobre o trecho.


Isso nos daria tempo o suficiente para aproveitar com calma aquela experiência única de travessia em meio às dunas, poças e rios.