DESTINO: RIO SÃO FRANCISCO (PARTE I)

Atualizado: 21 de jun. de 2021

O primeiro roteiro a gente nunca esquece!


Aliás, se você pensa em construir uma longa viagem pelas Américas, caminhar lado a lado com um dos cursos d'água mais importantes do continente pode não ser uma má ideia.



Não é por um acaso que historicamente chamam o Velho Chico de "Rio da integração nacional". Afinal, além de passar por 5 dos 26 estados do país, ele também conecta duas regiões de realidade econômica, social, ambiental e logística muito distintas, o Sudeste do Nordeste.


Como partimos do interior de São Paulo, Minas Gerais já era o estado vizinho e abrigava a tão famosa nascente do rio nas entranhas da Serra da Canastra.


Ali seria o nosso marco zero!

E, de fato, nosso primeiro acampamento com o motorhome foi montado em um camping muito próximo ao leito do rio.


Seria um "aperitivo" do que estava por vir. Um trecho ainda com pouca correnteza, calmo e com milhares de pedrinhas arredondadas visíveis no fundo, bem diferente do que encontraríamos nos próximos meses.


A queda majestosa da Casca D'anta foi fundamental para lembrarmos sobre a força do rio que começávamos a acompanhar

Ainda em Minas Gerais visitamos a Represa de Três Marias que já apresenta uma "fisionomia" bem diferente da nascente. Um turismo ainda insipiente, cidades mais carentes de recursos e crescente atividade pesqueira (tanques de criação e pesca com linha e rede).


Naquela região ouvimos os seguintes dizeres dos locais:


A partir daqui vocês entram na parte das "Gerais" de Minas

E realmente tudo foi mudando enquanto seguimos rumo ao norte do estado.

Nos deparamos, pela primeira vez até então, com uma orla estruturada cheia de restaurantes, música e atividades ao ar livre em Pirapora/MG.


Tinha uma cara de porto realmente, com comércio, artesanato local, lembrança dos antigos navios vapores (grandes embarcações que transportavam passageiros, correspondências e as mais diversas mercadorias) e um amor grande pelo rio em si.


O caudaloso, folclórico e navegável rio começava então a aparecer com muita correnteza e grandes pedras perigosas pelo caminho


Até a nossa chegada à foz, ainda conheceríamos muito mais sobre a cultura barranqueira, visitaríamos os moinhos de cachaça e produção de rapadura em Januária/MG, chegaríamos aos cânions e barragens que beiram a tríplice fronteira de Sergipe/Alagoas/Bahia, atravessaríamos balsas e longas pontes e escutaríamos as histórias do cangaço e o bando de Lampião.


Nossa nova casa conseguiu, através de 16 diferentes estradas nacionais (BRs), nos levar para ver essas realidades de nosso próprio país.

Estivemos exatos 45 dias morando à beira do Rio São Francisco em seus quase 3.000 quilômetros de extensão

Muitas histórias, aprendizados e grande admiração por este roteiro brasileiro.


Tantas que não cabem somente em um post...




Onde ficamos durante o roteiro do Rio São Francisco?



  • Delfinópolis/MG

  • Vargem Bonita/MG

  • Morada Nova de Minas/MG

  • Três Marias/MG

  • Pirapora/MG

  • Januária/MG

  • Itacarambi/MG

  • Carinhanha/BA

  • Ibotirama/BA

  • Seabra/BA

  • Xique-Xique/BA

  • Casa Nova/BA

  • Petrolina/PE

  • Juazeiro/BA

  • Delmiro Gouveia/AL

  • Piranhas/AL

  • Entremontes/AL

  • Piaçabuçu/AL

  • Pontal do Peba/AL



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